Vida Frutífera - Parte 7

Pr. Alex R. Carneiro Textos Chaves: Hb 10.19, 12. 28-29 e Lv 19.
Lição 7
O serviço a Deus é expressão de nossa vida frutífera, desde que seja feito dentro da exata visão do Senhor. O que só ocorre por nossa transformação espiritual. Por isso a salvação nos faz seus servos e seus filhos, pois muda nossa condição espiritual e nosso coração.
Esse é o motivo porque afirmamos que a transformação de nosso coração (Ez 36.26) nos leva a uma nova visão de Deus, a uma nova atitude de adoração (Ap 15.4), isto é, esta ligado a nossa piedade, uma vez que piedade é a “atitude pessoal para com Deus, que resulta em ações agradáveis a Deus”.
Propomos então como mais um de nossos adubos espirituais a piedade. Lembramos que chamamos de adubo espiritual as posturas e perspectivas que devemos buscar para podermos frutificar de modo abundante e que glorifique a Deus. Uma vez que todo fruto precisa vir de uma árvore que esteja boa para produzir.
Assim lembramos que a devoção, dependência, responsabilidade, crescimento e a piedade são nossos adubos básicos.
Dentre esses a piedade requer um olhar especial, pois ela surge de minha busca da exata visão de Deus que nos leva a uma atitude de temor-grato. De reconhecimento da excelência e santidade de Deus e da sua misericórdia e graça operada em minha vida, o que me impulsiona ao pedido de perdão, quando em meu servir falta o temor-grato a Deus.
Assim, pelo que tratamos, creio que podemos dizer que a piedade é composta pela expressão de meu temor pela excelência de Deus e de gratidão pela graça de Deus. Podemos dizer que são este temor e gratidão que devem sustentar minha motivação para servir a Deus. E que, portanto, a piedade é composta por três elementos: o temor, o amor e o desejo de servir.
O TEMOR
Certo autor disse o seguinte: “O cristão reverente e piedoso contempla a Deus primeiro na glória transcendente, majestade e santidade, antes de vê-lo em seu amor, misericórdia e graça.”
Por isso, Hebreus nos chama a refletir Hb 10.19, 12. 28-29. Por isso em nosso último estudo falamos da intensidade e profundidade da adoração do santos a Deus, em Ap 14.3,4, pela consciência da excelência de Deus e o devido temor.
Nos dias de hoje muitas vezes há uma grande exaltação do amor de Deus, enquanto deixa-se de lado a profundidade do temor a Deus.
Acredito que a importância desses aspectos está no fato de não podermos falar em fruto espiritual agradável a Deus sem que esteja fundamentado no temor e amor a Deus. O conceito correto do temor de Deus não só nos fará adorá-lo adequadamente, mas também dará parâmetros certos para nossas condutas. Em Levíticos 19, ao resumir as leis já postas ao povo de Israel o a expressão “Eu sou o Senhor” é repetida 16 vezes, deixando claro que nossa obediência deve fluir não de nosso medo ou de nosso desejo de ser retribuído pelas boas obras, mas por nossa reverência ao nosso Deus. Pois é a verdadeira reverência que leva a obediência.

CONLUSÃO
É quando passamos a ver a Deus em sua excelência é que passamos a reconhecer a profundidade de seu amor e misericórdia. Pois como um Deus tão grandioso pode amar a homens tão pecadores? Por isso o temor é o primeiro elemento da piedade que nos conduz ao segundo que é o amor. Amor que nos deve motivar. Mas sobre amor e desejo de servir trataremos depois. Por ora devemos pensar:
- Realmente reconheço quem é Deus? Meus atos têm sido conduzidos por seus mandamentos e limites de sua lei?
- Até que ponto podemos dizer que Deus está no centro de nossos pensamentos?
- Num dia normal de nossas vidas, antes de agir pensamos Nele?